
FDX, mas afinal que somos nós? Criminosos ou Clientes?
Há uns dias, nos EUA, uma mãe solteira com dois filhos foi sentenciada a pagar 220 mil dólares à RIAA (Associação da Indústria Discográfica Norte-Americana), por -imagine-se- portilhar 24 músicas através do Kazaa!
Isto é o cúmulo!
Chamam a isto justiça, quando 4 mega-empresas discográficas por detrás da RIAA (as mesmas do Caso Media Defender) arruínam para sempre a vida a uma mãe solteira e aos seus filhos, só porque partilhou 24 músicas?!
E nem que tivesse partilhado as mil que era acusada! Está tudo ceguinho, ninguém vê o tamanho disparate e falta de senso disto?
Como é que as empresas discográficas distinguem os seus clientes dos criminosos-que-partilham-música-na-net? Não distinguem! Porque são as mesmas pessoas! Estão a combater o próprio cliente, quem os sustenta! Combater é uma palavra soft. Porque 220 mil dólares para uma mãe solteira com dois filhos, são duas vidas de trabalho!
E os músicos (destas editoras), no meio disto tudo? Não sentem vergonha?! Andam tão caladinhos...
Jammie Thomas, seu nome, vai recorrer da decisão, obviamente... Tem um site para recolha de fundos nesta sua demanda: http://www.freejammie.com/
E vocês, toleram isto?
Ou nada!
Mas toma uma atitude! Faz o que achares ser correcto! Toma uma atitude! Toma iniciativa!
A RIAA actua em nome de quatro grandes companhias discográficas internacionais:
- EMI
- Sony BMG Music Entertainment
- Universal Music Group
- Warner Music Group
Mas não penses que é um problema exclusivo dos EUA. Isto também acontece na Europa e aposto o que quiserem que não tardará a tentar ser implementado em Portugal.
São 4 empresas muito poderosas, é verdade. Que fazer? Bem, se elas são poderosas, é por nossa causa. Nós, mesmo que criminosos a seus olhos, somos seus clientes. Se não contribuirmos para o seu sucesso, perdem os clientes, perdem o poder. A ideia é boicotar a compra de CDs destas companhias. Vamos tratá-los da mesma maneira que somos tratados!
Meu, não têm mais um tostão furado!
Aliás, para que servem estas empresas, afinal? Vejam o exemplo dos RadioHead ou dos Nine Inch Nails (links Remixtures). São a prova provada que estas empresas já deram o que tinham a dar, e o futuro (muito mais risonho para artistas e fans) está no contacto directo entre os artistas e os fans/consumidores, através da Internet. Já muitos se estão a aperceber disso. Mas os grandes lobbies recusam-se a aceita-lo.
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